sábado, 20 de novembro de 2010

Sempre que lembro que vou embora tenho vontade de fazer tudo o que teoricamente não devo. Mas a vida não é teoria, e talvez me fizesse bem ligar pra quem não me liga, dizer coisas bonitas a quem não me da ouvidos, mostrar que me lembro de pessoas para quem eu, talvez não faça a menor diferença.
Partindo do princípio básico de que dentro de duas semanas estarei longe demais e não terei mais a oportunidade de me surpreender com as minhas atuais circunstâncias.

- dois goles de café

Sempre que me lembro que vou embora não tenho a menor vontade de fazer nada que tenho coragem, e teoricamente não devo. Porque a vida não é teoria, mas essa mania de prática intensiva da dedicação ao ser humano é algo que requer esforço e cansa, principalmente porque na maioria das vezes, não há retorno. Então definitivamente eu não tenho porque ligar para que não me liga, dizer coisas bonitas a quem não me da ouvidos, ou enfiar uma lâmpada no cú e piscar para que minha presença seja notada, na vida de alguém que talvez eu não faça a menor diferença.
Partindo do princípio básico de que dentro de duas semanas estarei longe demais, vivendo coisas incríveis demais, para me sujeitar ao sofrimento patético proporcionado pelas minhas atuais circunstâncias.


Não sei de que lado estou, e nada me conforta.
Pelo bem ou pelo mal, sentirei saudades.

2 comentários:

  1. vc nao precisa enfiar a lampada lá, vc tem a fantasia de vagalume dãã

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  2. Tenha uma linda viagem. Continuará postando pra quem te lê?

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