quarta-feira, 10 de novembro de 2010

desabafo pra quem quer

Caralho, nas últimas semanas eu não tava me aguentando. Tentava me manter adormecida a maior parte do dia para evitar o convívio comigo mesmo. Desprezei minha compania. Quando acordada, tudo para dentro - ouvi música, li demais, comi, bebi, fumei, pensei, tive idéias, criei teorias e teoremas.
Até que segunda feira eu quase explodi, como uma bexiga vagabunda que deixa cheiro de talco nas mãos - bastava um nó. Mas mudei de rumo. Considerando a idéia monstruosa de que dentro de pouco mais de três semanas estarei em outro continente, de segunda em diante passei a dizer tudo o que tenho vontade (ou pelo menos quase tudo). E essa será minha despedida. Perigoso, considerando que boa parte das coisas que tenho vontade de dizer, ultrapassam os limites da noção. Não sei se é a melhor alternativa, mas para mim no momento, é a única. Dispensando bolos, bexigas, fogos de artificio e palavras nem sempre verdadeiras, a festa será minha, ao me despir do pouco orgulho que deus me deu, e provar do impulso nada raciocinado.

Todos estão convidados. Doa a quem doer.
Tenho muita sede, pouco tempo, e nada a perder.

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