domingo, 30 de janeiro de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

E eis que quando chega um momento da vida em que se torna difícil acreditar nas pessoas e suas boas intenções, vem o amor e muda todas as pedras de lugar.
A princípio fiz minhas malas e mudei de país para adquirir conhecimento e me aperfeiçoar profissionalmente, já que nessa vida de mais vale uma carreira bem sucedida do que vínculos familiares cultivados com cuidado.

Ou não.

Se a gente só descobre o real motivo pelo qual estamos em determinado lugar e na hora certa tempos depois, talvez a história seja outra


a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida.

clareou.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

hoje acordei deitada em cima de um caderno, com a espiral marcada na cara, e nele estava escrito

`a internet caiu aqui em casa
meu cel caiu na privada
estou caindo de amores

acerca das ultimas quedas,
me restaram esse caderno e uma caneta -
antes que eu caia no sono`

CAI antes do esperado
e agora estou atrasada para ir pra escola, e nao acho a caneta.
ao menos meu celulindo, tal como a fenix,
renasceu de suas proprias cinzas afogadas,
e de brinde, com uma mensagem que eu tava querendo receber ha tempos.

START FRIDAY.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

segundona

Estou deixando a peteca do blog cair, eu sei, mas a culpa não é minha, é essa vida de dona de casa que tá me matando. Desde que parei de fazer as unhas e passei a lavar, não passar, arrumar e cozinhar, postar tem ficado por último, mas eu ei de conseguir equilibrar, pois escrever é uma necessidade.

TA FODA. Cansei de brincar de gente grande. Quero minha mãe, quero comida pronta no almoco e no jantar, quero minha roupa lavada e passada no armario, quero papel higienico, sabao em pó, surgindo sem que eu precisa comprar. Veja bem, é muito dificil entrar num supermercado e ter que comprar sabão em pó, amaciante, papel higienico. Não sei se estou me fazendo entender, ou se isso soa muito ridiculo, mas é sério, fazer compras é muito dificil, eu não entendo porra nenhuma de quantidades, marcas, valores, ainda mais em libras, e é uma realidade triste reconhecer que o tempo antes dedicado a escrever, agora é dedicado a comprar papel higiênico e sabão em pó.

Ontem presenciei uma das cenas mais cinematográficas da minha vida. Fui até Camden Town na hora do almoço pois eu estava com um desejo alucinado de comer o yakisoba de 3 libras de lá, e também precisava arrumar o meu celular que tava bixado. Quando fui voltar pra casa a estação de metrô estava fechada, então fui para o ponto de ônibus pegar o bom e velho 29.
Estava eu bonitinha sentada dentro do ônibus, o ônibus parado no semáforo quando de repente ouve-se um estilhaço muito alto. Quase um barulho de tiro dentro do onibus, tipo uma pancada e barulho de vidro quebrando. Virei pra trás pra ver o que era e um cara tinha simplesmente quebrado a janela do busão e pulado pra fora. Não tive tempo de ver como, se foi com o cotovelo ou com um guarda chuva, sei lá, não entendo como na verdade porque são aquelas janelas super firmes que não abrem, tipo a janela do ônibus que vai de Santos para São Paulo, eu pelo menos não conseguiria quebrar uma janela daquela, e olha que eu sou forte pra caralho.
Enfim, o barraco tava armado, todos gritando, vidro pra todo lado, e o cara simplesmente saiu correndo e desapareceu. E não há nada que justifique o ato de vandalismo, uma vez que estavamos quase chegando no ponto de onibus, e nos busos daqui tem uma cordinha de emergencia, que voce puxa se precisar descer antes de chegar no ponto, e ele não tentou sair de nenhuma forma, simplesmente achou prativo quebrar a janela e pular.
Eu, que já estava perto de casa, fui andando e me recuperando do susto.

O final de semana foi bombombommm e creio que isso justifique minha atual situação, no patio da escola, esperando o break pra entrar na aula. Acontece.

Beijocas, e como eu, não desistam do blog, prometo tentar me organizar melhor essa semana.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

retomando de onde tinhamos parado..

Perdão pelo ataque de rebeldia do último post, minhas crias.
Todos tem direito de vomitar a raiva, mas vocês não merecem essa sujeira verbal por aqui, não mais.

Pois bem, MUDEI DE CASA, MUDEI DE VIDA.
Antes de ontem terminei de arrumar as coisas e saí da toquinha da Debbie (sem apertos no coração) por volta das 15h. Levei todas as minhas coisas a pé lá de casa até o metrô, me fodendo a cada meio fio, mas eu estava  feliz. A felicidade realmente é um estado de espírito, poque meu fisico pedia arrego mas eu nem ligava, eu estava me libertando do universo das satisfações e horários, indo de encontro à autonomia, não importa com quantas malas, mochilas e sacolas.

Chegando aqui na republica deixei minhas malas e fui fazer outras mudanças do dia com a Lela. Porque domingo é dia de mudança por aqui UHAU depois fomos tomar uma cerveja na casa da Mari e eu me apaixonando a cada esquina de Finsbury, é outra realidade, tenho tudo perto de casa, incusive a estação de metrô e o Finsbury Park em frente, é uma delicia.
Quando voltei pra casa conheci o povo daqui, todos muito legais, uma galera supimpa. Divido quarto com uma brasileira, uma francesa e uma italiana, e ainda tem tres brasileiros e um italiano na casa.
Muita zona (no sentido saudável da palavra) eu definitivamente nao tenho do que reclamar. Hoje é meu segundo dia aqui e meu segundo dia de atraso na escola. Esqueci minha responsabilidade na casa da Debbie, amanhã se der tempo vou buscar porque ela já tem demais.
Agora quando eu entro na escola atrasada o Emerson, vulgo moço da cantina grita 'AEE CHAVERINHO, NÃO É SÓ DEUS QUE MATA NÃO, CACHAÇA TAMBEM MATA', não sei porque ele nunca imagina uma possibilidade de atraso inocente. E a propósito, Chaveirinho soy yo.

Agora vou estudar, JURO.
Evoé

sábado, 8 de janeiro de 2011

Acordaram os fantasmas adormecidos, e de repente me vi dançando em cima do que sobrou.
Cortei meu pé num caco, e só quando vi sangrar lembrei do que sou feita, e então percebi a ausência de música para a dança.
E a ausência de percepção do óbvio.
E a ausência do óbvio na cegueira.

Jogaram lama no meu jardim favorito
Rasgaram meu melhor álbum de fotos
Pixaram meu muro colorido e eu não tenho a quem reclamar.

Tenho nojo de cada verbo proferido (mesmo que em um passado distante mas nunca esquecido), e se um dia eu te dei o mundo de olhos fechados, hoje eu cuspiria na sua cara antes de dizer que eu preferia morrer dez vidas do que te encontrar denovo.
Quando despertei você já não me habitava há tempos, o que me poupou do trabalho de expulsa-lo, ou me mutilar se necessário fosse. A revolta me atiça, mas a indiferença me cala. A queima de arquivo fez de mim uma pessoa engasgada, porém liberta de toda sua sujeira.

Agora não importa mais, e se a minha história mais bonita foi desmentida, estar aqui é um dever de escrever outra melhor.
E ainda que tudo seja mentira, nada nesse mundo, nem mesmo você e minha torre desmoronada, me farão deixar de acreditar na colheita das sementes que planto.

Jamais.

PRIMEIRÃO

5, 4, 3, 2, 1...



Pelo youtube você até segura, mas ao vivo, confesso que não me contive e chorei que nem uma retardada nessa virada. Fim de ano é uma bosta. Faz qualquer Mike Tison virar florzinha (não que este seja o meu caso), mas enfim, lá vamos nós as ultimas novidades, aproveitando para me desculpar pela ausência nos últimos dias, caros leitores, tive dias corridos.
Depois desse espetáculo marromeno da london eye, fomos para uma festa. A festa. O lugar era meio underground, era um túnel, tipo túnel mesmo, os da serra do mar, que você entrava e tinham várias passagens para outros túneis que davam em outras pistas, to total, umas 8 ou 9 - Pista silenciosa, onde você chegava e tava mó silêncio e todo mundo dançando loucamente de fones de ouvido, (obvio que a primeira coisa que fiz foi ir atrás de um fone de ouvido pelo simples prazer de me unir à tribo que dança no silêncio haha). Tinha a pista neon, onde a galera tava se pintando com aquelas tintas que brilham, ao bom e velho estilo 'i gotta feeling' de ser, e as outras pistas que tocavam cada uma seu tipo de música, e onde ia cada tribo com suas particularidades - gente arrumada, gente fantasiada, gente semi-nua, gente, gente, GENTE.





Sai da festa as 7 da manhã, cheguei em casa as 8 da manhã, entrei em casa as 9 da manhã. É, porque é claro que a Dona Debbie não faria a gentileza de me deixar entrar em casa em um dia como o ano novo.
Veja bem, aqui em casa existem 2 portas - da rua para o hall, e do hall para casa. Assim que eu cheguei ela me deu a chave da primeira porta e disse que a segunda ela nunca trancava, e realmente nunca havia trancado mesmo, até O momento.
E eu, como boa "filha" que sou, ainda avisei que voltaria tarde\cedo, anyway, de manhã. Ou seja, ela mais uma vez provou sua falta de sentimentos nobres como compaixão, me deixando uma hora no frio. Liguei umas 30 vezes aqui pra casa do meu celular até acorda-la e conseguir entrar em casa. Claro que entre uma ligação e outra eu entrei no facebook pelo celular e anunciei para o mundo os maus tratos da minha host, minha situação pra fora de casa, etc. Quando o celular me cansou, peguei a câmera...



9AM - eu no hall

A convivência está insustentável. Outro dia eu estava conversando com a minha mãe de verdade, linda, maravilhosa, brasileira, que não me tranca pra fora, e a Debbie me ouviu falando portugues em frente ao computador com certeza (porque essa casa não é gigante e só estavamos eu e ela), e desligou o wireless e escondeu o controle. FOFA. A sorte dela é que eu tenho duas coisas: um celular com skype, e um bom coração. Liguei para minha mãe por outro meio, porque caso contrário ela estaria bonitinha no quarto dormindo com seu controle e eu mais bonitinha ainda na sala ligando pra o brasil do telefone daqui.

Foram essas e outras que esclareceram para mim (e para todos os leitores do blog) que apesar de eu ser uma criatura adorável, existe um lugar onde não sou bem-vinda: AQUI.
Mas vou para de choramingar porque, senhoras e senhores, é com grande comoção (e prazer) que anuncio AS MINHAS ÚLTIMAS 24 HORAS EM 13, BULLER ROAD.
Sim, porque graças ao meu bom pai do céu que me iluminou, eu fechei somente quatro semanas aqui quando comprei o intercâmbio no Brasil, agora eu teria que começar a pagar, e pra pagar pra ficar aqui ou paar pra ir pra outro lugar...hmmmm, deixe-me ver...acho que....hmmm UAHAUHAUHA

Ontem fechei contrato com uma república de estudantes que fica em Finsbury Park. É o paraíso. A casa fica a 2 minutos a pé da estação de metrô, e fica a mil estações de metrô a menos da minha escola do que aqui, além de ficar ao lado de um parque que agora está branco, e no verão fica verde. Lindo, lindo, lindo.
Ainda não conheci a galera, mas ontem quando fui fechar contrato vi o quarto, vou dividir com uma brasileira, uma francesa e uma italiana. São 2 beliches. Não preciso adendar minha tamanha ansiedade para a despedida da Debbie's house né?

Esses dias passei indo à escola de manhã, procurando casas à tarde, e indo à pubs de noite (como não). Música boa e bebida em suas incríveis características gratuitas.

Por hora, as novidades publicáveis são essas. Tentei fazer um post ilustradinho porque recebi pedidos, tem gente que lê meu blog e não tem meu orkut, facebook, e as histórias ficam mais legais quando são ilustradas.
Alias, queria agradecer o comentário anônimo no último post, de todo o meu coração são gestos como esse que me fazem ter vontade de nunca parar de escrever. Obrigada, obrigada e obrigada. Se quiser me dizer quem você é, me passar seu contato, seu blog, não sei, eu adoraria te conhecer.

AGORA VOU FAZER AS MALAS, IUPI
BEIJOS, E FELIZ 2011