Olha só quem resolveu dar as caras por aqui: EU!
É que ontem eu estava assistindo uma entrevista com Bruna Surfistinha e me deu até vontade de escrever no blog AHUAH (mas não, ainda nao darei vida a minha literatura erótica)
Quem veio atrás de um texto bem construído e com vocabulário selecionado pode dar logo um esc, pois hoje me falta inspiração (e paciência). Vim mesmo fazer uma síntese do boletim dos últimos acontecimentos da minha nada mole vida.
Tenho sentido TANTA falta da minha vida litonânea de vadiagem, se vocês soubessem...
Comecei a trabalhar por uma empresa de serviço terceirizado que atende bares de estádio de futebol. Quando tem jogo, eu vou. O trabalho envolve registro no caixa, fritar hamburguer, fritar batata frita, fazer hot drinks, servir cerveja, limpar o balcão depois do intervalo, esfregar o chão depois de fechar o bar, comer resto de batata frita, sofrer agressões de torcedores impacientes, passar frio no ponto de onibus, e chorar me imaginando na praia quando entro no metrô pra voltar pra casa. Nada mau para um catatau.
Além do expediente ainda me convém estudar, lavar roupa, cozinhar, lavar louça, fazer minhas unhas, e enxer a cara (pra não dizer que meu intercâmbio é diferente dos demais), diante de tal realidade, caro blog, você definitivamente virou luxo.
Gostaria de escrever um post entitulado 'O DIA QUE ENCONTREI ALEXANDRE PATO' pra causar buzz e aumento de audiência por aqui, mas a real é que não tenho acontecimentos o suficiente pra contar desse dia, a não ser esse principal. Então vou fazer um parágrafo, tá?
O DIA QUE ENCONTREI ALEXANDRE PATO
Era pra ser uma quarta feira cinzenta como as outras. Fui para a escola, voltei, fiz meu almoço, vesti meu uniforme e fui trabalhar, neste dia, no Tottenham Football Stadium, no jogo Tottenham x Milan, da liga dos campeões. Um jogaço cujo bilhete estava sendo vendido por mais de cem libras (e eu estava cagando pra liga dos campeões e almejando minha cama).
No decorrer do jogo, quando não havia movimento no bar, consegui fugir para assistir alguns minutos da partida, o estádio é realmente maravilhoso.
No final do expediente, quando eu estava humildemente saindo pelo portão de trás, la estava ele, autografando uma camiseta para um fã. Eu olhei pra ele. Ele olhou para mim. Eu virei as costas e fui para o ponto de ônibus.
Chegando em casa, o seguinte diálogo virtual aconteceu
- Mãe, você não sabe quem eu vi hoje, o Pato, jogador de futebol
- Pato? Não é Ganso Carolina?
E assim se findou o dia que encontrei Alexandre Pato.
E acabou que foi mesmo uma quarta feira como todas as outras.
Mãe, você não vai acreditar no que eu fiz ontem: O RISOTO!
Sim, sim, sim, definitivamente o enjôo tem me feito desapegar dos congelados, e, sanduiches e macarrões a parte, ontem tive minha primeira aventura na cozinha.
Só não digo que deu 100% certo porque o creme de leite daqui é muito diferente do do Brasil, entao não secou completamente, ficou meio papa, mas a galera aqui de casa aprovou.
Hoje vai rolar uma programação do St Patrick's day aqui em Londres, mas sinceramente não estou muito afim de abdicar do meu domingo no sofá com a coisa mais linda do universo, ainda que seja para apreciar a cultura irlandesa. (preciso adendar o quando estoy enamorada?)
É, ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, e falasse inglês, e falasse portugues, sem amor, eu nada seria.
beijotchau