você é demais.
Não existe nesse mundo alguém como você. Estou vivendo à cerca de 10 meses em outro continente, por dia conheço dezenas de pessoas nos meus círculos sociais, e nenhuma qualidade humana correspondente à outro ser humano, que não você, consegue me encantar tal como a sua pessoa o faz.
Nenhuma piada sem graça, nenhum sorriso, nenhum brilho nos olhos consegue substituir ou se quer matar um pouquinho da minha saudade dos seus.
Mãe, ninguém é tão lilás quanto você.
Eu te amo tanto, obrigada por ler meu blog todo dia, mesmo eu nao escrevendo há 3 meses.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
7 MESES LONGE DO MAR
(quando não se tem a quem correr, corre-se para o papel.
só na escrita há salvação.)
Nunca fui uma pessoa de planos, mas parece que quando nao se tem como planejar (ainda que se quisesse), toma-se um certo desespero.
Porque soa relaxado demais não se preocupar com o próprio futuro.
Mesmo sem saber se há futuro.
E sabendo que futuro sempre há, ainda que incerto.
MAS ME FALTA UMA DIREÇÃO.
ainda que não haja vôos diretos.
e meu caminho seja direito.
só na escrita há salvação.)
Nunca fui uma pessoa de planos, mas parece que quando nao se tem como planejar (ainda que se quisesse), toma-se um certo desespero.
Porque soa relaxado demais não se preocupar com o próprio futuro.
Mesmo sem saber se há futuro.
E sabendo que futuro sempre há, ainda que incerto.
MAS ME FALTA UMA DIREÇÃO.
ainda que não haja vôos diretos.
e meu caminho seja direito.
terça-feira, 3 de maio de 2011
as roupas no varal estao olhando pra mim como quem diz
'me dobra,
me guarda,
ou me veste,
me usa
...por favor'
e eu, mergulhada no ócio, só consigo mostrar-me indiferente à essas pobres coitadas que estao ali penduradas desde o inicio do feriado.
Ainda bem que roupas nao choram, ou estariam molhadas outra vez.
É, FIQUEI UM MES MESMO SEM POSTAR MERMÃO, esse blog tá um avacalho mas quer saber eu nem ligo, tenho novidades suficientes para matar a saudade de vocês, meus leitores sarados loiros sensuais, vou até enumera-las (enumera-las, emunera-las, que palavra foda)
1. arrumei outro emprego
2. o bin laden morreu
3. aprendi a fazer arroz
4 aprendi a fazer estrogonofe
5. aprendi a fazer a unha
6. principe william casou
7. estou bronzeada
8. estou apaixonada
9 e 10 comer pastéis
11. perdi o talento de escrever aqui
12. vou me aprofundar em algumas novidades e tentar salvar esse post-cú-de-ostra
1- ARRUMEI OUTRO EMPREGO
mas não larguei o outro. Agora além dos estádios de futebol, quem tem o prazer de contar com o meu profissionalismo é o restaurante Tossed - healthy food.
Bem localizado, o tossed fica em Oxford circus, a clientela é rica, bonita e educada (diferente do cofcof estad...cof cof estadio de futecofcof).
Comecei limpando freezers, servindo sopas e limpando o chão, e em apenas duas semanas fui promovida à função do caixa. Sucesso.
Agora eu estudo, trabalho, e almoço salada todos os dias. Sou quase decente.
2- APRENDI A FAZER ARROZ
- e quem se importa? prox..'aprendi a fazer estrogonofe' tambem nao vale desenvolver, aprendi a fazer a unha ok, estou bronzeada ok, aaaaaaah que caralho, vamos pular para o 8? vamos
8- ESTOU APAIXONADA
e ajoelhada no último degrau da escada do ridículo que o amor nos faz subir.
Descabelada, doente, tonta, e até mesmo boba com esse rapaz que agora me habita. Com o coração dilatado que parece que ocupa o corpo todo e não cabe mais dentro. E chega a doer. Dói, inquieta, atiça, queima e NADA alivia. Tentei por varias vezes escrever mas nem minhas palavras mais bonitas, nem minha melhor gramatica, nenhum portugues ou ingles foi suficiente. Então desisti. Quando o coração pula e o pulso acelera, eu apenas olho para o fundo de suas janelas verdes que me devolvem o mar e a certeza. Eu sei e você tambem sabe, então esta feito.
É, vou tirar as roupas do varal.
'me dobra,
me guarda,
ou me veste,
me usa
...por favor'
e eu, mergulhada no ócio, só consigo mostrar-me indiferente à essas pobres coitadas que estao ali penduradas desde o inicio do feriado.
Ainda bem que roupas nao choram, ou estariam molhadas outra vez.
É, FIQUEI UM MES MESMO SEM POSTAR MERMÃO, esse blog tá um avacalho mas quer saber eu nem ligo, tenho novidades suficientes para matar a saudade de vocês, meus leitores sarados loiros sensuais, vou até enumera-las (enumera-las, emunera-las, que palavra foda)
1. arrumei outro emprego
2. o bin laden morreu
3. aprendi a fazer arroz
4 aprendi a fazer estrogonofe
5. aprendi a fazer a unha
6. principe william casou
7. estou bronzeada
8. estou apaixonada
9 e 10 comer pastéis
11. perdi o talento de escrever aqui
12. vou me aprofundar em algumas novidades e tentar salvar esse post-cú-de-ostra
1- ARRUMEI OUTRO EMPREGO
mas não larguei o outro. Agora além dos estádios de futebol, quem tem o prazer de contar com o meu profissionalismo é o restaurante Tossed - healthy food.
Bem localizado, o tossed fica em Oxford circus, a clientela é rica, bonita e educada (diferente do cofcof estad...cof cof estadio de futecofcof).
Comecei limpando freezers, servindo sopas e limpando o chão, e em apenas duas semanas fui promovida à função do caixa. Sucesso.
Agora eu estudo, trabalho, e almoço salada todos os dias. Sou quase decente.
2- APRENDI A FAZER ARROZ
- e quem se importa? prox..'aprendi a fazer estrogonofe' tambem nao vale desenvolver, aprendi a fazer a unha ok, estou bronzeada ok, aaaaaaah que caralho, vamos pular para o 8? vamos
8- ESTOU APAIXONADA
e ajoelhada no último degrau da escada do ridículo que o amor nos faz subir.
Descabelada, doente, tonta, e até mesmo boba com esse rapaz que agora me habita. Com o coração dilatado que parece que ocupa o corpo todo e não cabe mais dentro. E chega a doer. Dói, inquieta, atiça, queima e NADA alivia. Tentei por varias vezes escrever mas nem minhas palavras mais bonitas, nem minha melhor gramatica, nenhum portugues ou ingles foi suficiente. Então desisti. Quando o coração pula e o pulso acelera, eu apenas olho para o fundo de suas janelas verdes que me devolvem o mar e a certeza. Eu sei e você tambem sabe, então esta feito.
É, vou tirar as roupas do varal.
domingo, 3 de abril de 2011
azar o meu que não nasci canguru...
De certo todas as mães sao sempre as melhores do mundo, incontestavelmente. Mas a minha é mais, juro. Melhor do que todas as melhores mães do mundo.
É dona Maria, de todas as minhas saudades você é a que mais dói.
FELIZ DIA DAS MÃES. Perdoe-me a distância, mas essa foi apenas uma renuncia para a melhor escolha que eu poderia ter feito. Esteja certa de que estou imensamente feliz.
OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADAAA, cansei de tentar escrever pra voce, não da! Então só obrigada mãe, obrigada e obrigada porque de agradecer eu nao vou me cansar nunca, ja que foi voce quem me deu de presente o que eu mais gosto nessa vida: a vida.
TE AMO!
É dona Maria, de todas as minhas saudades você é a que mais dói.
FELIZ DIA DAS MÃES. Perdoe-me a distância, mas essa foi apenas uma renuncia para a melhor escolha que eu poderia ter feito. Esteja certa de que estou imensamente feliz.
OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADAAA, cansei de tentar escrever pra voce, não da! Então só obrigada mãe, obrigada e obrigada porque de agradecer eu nao vou me cansar nunca, ja que foi voce quem me deu de presente o que eu mais gosto nessa vida: a vida.
TE AMO!
domingo, 13 de março de 2011
TCHARAM!
Olha só quem resolveu dar as caras por aqui: EU!
É que ontem eu estava assistindo uma entrevista com Bruna Surfistinha e me deu até vontade de escrever no blog AHUAH (mas não, ainda nao darei vida a minha literatura erótica)
Quem veio atrás de um texto bem construído e com vocabulário selecionado pode dar logo um esc, pois hoje me falta inspiração (e paciência). Vim mesmo fazer uma síntese do boletim dos últimos acontecimentos da minha nada mole vida.
Tenho sentido TANTA falta da minha vida litonânea de vadiagem, se vocês soubessem...
Comecei a trabalhar por uma empresa de serviço terceirizado que atende bares de estádio de futebol. Quando tem jogo, eu vou. O trabalho envolve registro no caixa, fritar hamburguer, fritar batata frita, fazer hot drinks, servir cerveja, limpar o balcão depois do intervalo, esfregar o chão depois de fechar o bar, comer resto de batata frita, sofrer agressões de torcedores impacientes, passar frio no ponto de onibus, e chorar me imaginando na praia quando entro no metrô pra voltar pra casa. Nada mau para um catatau.
Além do expediente ainda me convém estudar, lavar roupa, cozinhar, lavar louça, fazer minhas unhas, e enxer a cara (pra não dizer que meu intercâmbio é diferente dos demais), diante de tal realidade, caro blog, você definitivamente virou luxo.
Gostaria de escrever um post entitulado 'O DIA QUE ENCONTREI ALEXANDRE PATO' pra causar buzz e aumento de audiência por aqui, mas a real é que não tenho acontecimentos o suficiente pra contar desse dia, a não ser esse principal. Então vou fazer um parágrafo, tá?
O DIA QUE ENCONTREI ALEXANDRE PATO
Era pra ser uma quarta feira cinzenta como as outras. Fui para a escola, voltei, fiz meu almoço, vesti meu uniforme e fui trabalhar, neste dia, no Tottenham Football Stadium, no jogo Tottenham x Milan, da liga dos campeões. Um jogaço cujo bilhete estava sendo vendido por mais de cem libras (e eu estava cagando pra liga dos campeões e almejando minha cama).
No decorrer do jogo, quando não havia movimento no bar, consegui fugir para assistir alguns minutos da partida, o estádio é realmente maravilhoso.
No final do expediente, quando eu estava humildemente saindo pelo portão de trás, la estava ele, autografando uma camiseta para um fã. Eu olhei pra ele. Ele olhou para mim. Eu virei as costas e fui para o ponto de ônibus.
Chegando em casa, o seguinte diálogo virtual aconteceu
- Mãe, você não sabe quem eu vi hoje, o Pato, jogador de futebol
- Pato? Não é Ganso Carolina?
E assim se findou o dia que encontrei Alexandre Pato.
E acabou que foi mesmo uma quarta feira como todas as outras.
Mãe, você não vai acreditar no que eu fiz ontem: O RISOTO!
Sim, sim, sim, definitivamente o enjôo tem me feito desapegar dos congelados, e, sanduiches e macarrões a parte, ontem tive minha primeira aventura na cozinha.
Só não digo que deu 100% certo porque o creme de leite daqui é muito diferente do do Brasil, entao não secou completamente, ficou meio papa, mas a galera aqui de casa aprovou.
Hoje vai rolar uma programação do St Patrick's day aqui em Londres, mas sinceramente não estou muito afim de abdicar do meu domingo no sofá com a coisa mais linda do universo, ainda que seja para apreciar a cultura irlandesa. (preciso adendar o quando estoy enamorada?)
É, ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, e falasse inglês, e falasse portugues, sem amor, eu nada seria.
beijotchau
É que ontem eu estava assistindo uma entrevista com Bruna Surfistinha e me deu até vontade de escrever no blog AHUAH (mas não, ainda nao darei vida a minha literatura erótica)
Quem veio atrás de um texto bem construído e com vocabulário selecionado pode dar logo um esc, pois hoje me falta inspiração (e paciência). Vim mesmo fazer uma síntese do boletim dos últimos acontecimentos da minha nada mole vida.
Tenho sentido TANTA falta da minha vida litonânea de vadiagem, se vocês soubessem...
Comecei a trabalhar por uma empresa de serviço terceirizado que atende bares de estádio de futebol. Quando tem jogo, eu vou. O trabalho envolve registro no caixa, fritar hamburguer, fritar batata frita, fazer hot drinks, servir cerveja, limpar o balcão depois do intervalo, esfregar o chão depois de fechar o bar, comer resto de batata frita, sofrer agressões de torcedores impacientes, passar frio no ponto de onibus, e chorar me imaginando na praia quando entro no metrô pra voltar pra casa. Nada mau para um catatau.
Além do expediente ainda me convém estudar, lavar roupa, cozinhar, lavar louça, fazer minhas unhas, e enxer a cara (pra não dizer que meu intercâmbio é diferente dos demais), diante de tal realidade, caro blog, você definitivamente virou luxo.
Gostaria de escrever um post entitulado 'O DIA QUE ENCONTREI ALEXANDRE PATO' pra causar buzz e aumento de audiência por aqui, mas a real é que não tenho acontecimentos o suficiente pra contar desse dia, a não ser esse principal. Então vou fazer um parágrafo, tá?
O DIA QUE ENCONTREI ALEXANDRE PATO
Era pra ser uma quarta feira cinzenta como as outras. Fui para a escola, voltei, fiz meu almoço, vesti meu uniforme e fui trabalhar, neste dia, no Tottenham Football Stadium, no jogo Tottenham x Milan, da liga dos campeões. Um jogaço cujo bilhete estava sendo vendido por mais de cem libras (e eu estava cagando pra liga dos campeões e almejando minha cama).
No decorrer do jogo, quando não havia movimento no bar, consegui fugir para assistir alguns minutos da partida, o estádio é realmente maravilhoso.
No final do expediente, quando eu estava humildemente saindo pelo portão de trás, la estava ele, autografando uma camiseta para um fã. Eu olhei pra ele. Ele olhou para mim. Eu virei as costas e fui para o ponto de ônibus.
Chegando em casa, o seguinte diálogo virtual aconteceu
- Mãe, você não sabe quem eu vi hoje, o Pato, jogador de futebol
- Pato? Não é Ganso Carolina?
E assim se findou o dia que encontrei Alexandre Pato.
E acabou que foi mesmo uma quarta feira como todas as outras.
Mãe, você não vai acreditar no que eu fiz ontem: O RISOTO!
Sim, sim, sim, definitivamente o enjôo tem me feito desapegar dos congelados, e, sanduiches e macarrões a parte, ontem tive minha primeira aventura na cozinha.
Só não digo que deu 100% certo porque o creme de leite daqui é muito diferente do do Brasil, entao não secou completamente, ficou meio papa, mas a galera aqui de casa aprovou.
Hoje vai rolar uma programação do St Patrick's day aqui em Londres, mas sinceramente não estou muito afim de abdicar do meu domingo no sofá com a coisa mais linda do universo, ainda que seja para apreciar a cultura irlandesa. (preciso adendar o quando estoy enamorada?)
É, ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, e falasse inglês, e falasse portugues, sem amor, eu nada seria.
beijotchau
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Num domingo de chuva o edredon cobria-a quase inteira. Respiravam apenas os olhos, e as idéias.
O coraçao dilatado dormia, e todas as necessidades eram supridas pelo que de novo ali habitava.
Não precisou levantar, tampouco precisou abrir a janela pois hoje o céu se encontrava do lado de dentro - e fazia sol.
Celebrava com toda força, embora em silêncio, o seu novo morador (a quem não apenas habitava, mas a quem também foi cabido o ofício de construir a casa).
Profetizei nas paredes recém-pintadas os versos ''Reféns de nós mesmos, vamos dançar na chuva, fugir de trovões, dormir, acordar, esquecer do tempo. E ninguém vai nos dizer do que poderia ter sido e não foi.'' - Eles brilham no escuro. E no claro também.
(é caro blog, esqueça os episódios da comédia da vida privada, pois por hora só me convém escrever sobre o amor. e vive-lo.)
O coraçao dilatado dormia, e todas as necessidades eram supridas pelo que de novo ali habitava.
Não precisou levantar, tampouco precisou abrir a janela pois hoje o céu se encontrava do lado de dentro - e fazia sol.
Celebrava com toda força, embora em silêncio, o seu novo morador (a quem não apenas habitava, mas a quem também foi cabido o ofício de construir a casa).
Profetizei nas paredes recém-pintadas os versos ''Reféns de nós mesmos, vamos dançar na chuva, fugir de trovões, dormir, acordar, esquecer do tempo. E ninguém vai nos dizer do que poderia ter sido e não foi.'' - Eles brilham no escuro. E no claro também.
(é caro blog, esqueça os episódios da comédia da vida privada, pois por hora só me convém escrever sobre o amor. e vive-lo.)
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Por deus, que isso não soe como uma reclamação, mas pela primeira vez na vida, não sei que atitudes tomar quanto ao dono dos meus olhos. Bem, talvez eu não saiba ser conquistada.
Foi sobre isso que pensei hoje ao lavar minhas panelas. Para mim, à quem o coração já judiou tantas e tantras vezes, é tão mais fácil reagir a uma ausência à uma procura, tão mais fácil surpreender do que ser surpreendida (que 'mais fácil' não seja confundido com 'melhor') E agora José? Me cabe apenas o papel de agradecer, sem sal, sem açucar e sem pimenta? Sento quando ele puxar a cadeira, entro no carro quando ele abrir a porta, agradeço quando ele pagar a conta, e ainda assim quando ele me disser olhando nos meus olhos o quanto eu sou incrível eu retribuo com um sorriso tímido? Não. Definitivamente não. Preciso estudar novas possibilidades, já que meu piloto automático não está tendo espaço para agir, vou elevá-lo as ultimas potencias. Vou pixar o céu. Vou traduzir minhas músicas mais bonitas. Vou te olhar enquanto você dorme. Vou escrever seu nome em todas as folhas do meu caderno. - penso todas as vezes, e segundos antes de executar eu desisto.
Porque lembro que, se alguém como você entrou em minha vida logo agora, sentou em minha frente e me apresentou esse par de olhos verdes que deus lhe deu, ninguém melhor do que você, pra saber como deve prosseguir. Então eu espero. Por você, vou aprender a receber.
Foi sobre isso que pensei hoje ao lavar minhas panelas. Para mim, à quem o coração já judiou tantas e tantras vezes, é tão mais fácil reagir a uma ausência à uma procura, tão mais fácil surpreender do que ser surpreendida (que 'mais fácil' não seja confundido com 'melhor') E agora José? Me cabe apenas o papel de agradecer, sem sal, sem açucar e sem pimenta? Sento quando ele puxar a cadeira, entro no carro quando ele abrir a porta, agradeço quando ele pagar a conta, e ainda assim quando ele me disser olhando nos meus olhos o quanto eu sou incrível eu retribuo com um sorriso tímido? Não. Definitivamente não. Preciso estudar novas possibilidades, já que meu piloto automático não está tendo espaço para agir, vou elevá-lo as ultimas potencias. Vou pixar o céu. Vou traduzir minhas músicas mais bonitas. Vou te olhar enquanto você dorme. Vou escrever seu nome em todas as folhas do meu caderno. - penso todas as vezes, e segundos antes de executar eu desisto.
Porque lembro que, se alguém como você entrou em minha vida logo agora, sentou em minha frente e me apresentou esse par de olhos verdes que deus lhe deu, ninguém melhor do que você, pra saber como deve prosseguir. Então eu espero. Por você, vou aprender a receber.
e jamais te deixarei passar frio.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
E eis que quando chega um momento da vida em que se torna difícil acreditar nas pessoas e suas boas intenções, vem o amor e muda todas as pedras de lugar.
A princípio fiz minhas malas e mudei de país para adquirir conhecimento e me aperfeiçoar profissionalmente, já que nessa vida de mais vale uma carreira bem sucedida do que vínculos familiares cultivados com cuidado.
Ou não.
Se a gente só descobre o real motivo pelo qual estamos em determinado lugar e na hora certa tempos depois, talvez a história seja outra
A princípio fiz minhas malas e mudei de país para adquirir conhecimento e me aperfeiçoar profissionalmente, já que nessa vida de mais vale uma carreira bem sucedida do que vínculos familiares cultivados com cuidado.
Ou não.
Se a gente só descobre o real motivo pelo qual estamos em determinado lugar e na hora certa tempos depois, talvez a história seja outra
a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida.
clareou.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
hoje acordei deitada em cima de um caderno, com a espiral marcada na cara, e nele estava escrito
`a internet caiu aqui em casa
meu cel caiu na privada
estou caindo de amores
acerca das ultimas quedas,
me restaram esse caderno e uma caneta -
antes que eu caia no sono`
CAI antes do esperado
e agora estou atrasada para ir pra escola, e nao acho a caneta.
ao menos meu celulindo, tal como a fenix,
renasceu de suas proprias cinzas afogadas,
e de brinde, com uma mensagem que eu tava querendo receber ha tempos.
START FRIDAY.
`a internet caiu aqui em casa
meu cel caiu na privada
estou caindo de amores
acerca das ultimas quedas,
me restaram esse caderno e uma caneta -
antes que eu caia no sono`
CAI antes do esperado
e agora estou atrasada para ir pra escola, e nao acho a caneta.
ao menos meu celulindo, tal como a fenix,
renasceu de suas proprias cinzas afogadas,
e de brinde, com uma mensagem que eu tava querendo receber ha tempos.
START FRIDAY.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
segundona
Estou deixando a peteca do blog cair, eu sei, mas a culpa não é minha, é essa vida de dona de casa que tá me matando. Desde que parei de fazer as unhas e passei a lavar, não passar, arrumar e cozinhar, postar tem ficado por último, mas eu ei de conseguir equilibrar, pois escrever é uma necessidade.
TA FODA. Cansei de brincar de gente grande. Quero minha mãe, quero comida pronta no almoco e no jantar, quero minha roupa lavada e passada no armario, quero papel higienico, sabao em pó, surgindo sem que eu precisa comprar. Veja bem, é muito dificil entrar num supermercado e ter que comprar sabão em pó, amaciante, papel higienico. Não sei se estou me fazendo entender, ou se isso soa muito ridiculo, mas é sério, fazer compras é muito dificil, eu não entendo porra nenhuma de quantidades, marcas, valores, ainda mais em libras, e é uma realidade triste reconhecer que o tempo antes dedicado a escrever, agora é dedicado a comprar papel higiênico e sabão em pó.
Ontem presenciei uma das cenas mais cinematográficas da minha vida. Fui até Camden Town na hora do almoço pois eu estava com um desejo alucinado de comer o yakisoba de 3 libras de lá, e também precisava arrumar o meu celular que tava bixado. Quando fui voltar pra casa a estação de metrô estava fechada, então fui para o ponto de ônibus pegar o bom e velho 29.
Estava eu bonitinha sentada dentro do ônibus, o ônibus parado no semáforo quando de repente ouve-se um estilhaço muito alto. Quase um barulho de tiro dentro do onibus, tipo uma pancada e barulho de vidro quebrando. Virei pra trás pra ver o que era e um cara tinha simplesmente quebrado a janela do busão e pulado pra fora. Não tive tempo de ver como, se foi com o cotovelo ou com um guarda chuva, sei lá, não entendo como na verdade porque são aquelas janelas super firmes que não abrem, tipo a janela do ônibus que vai de Santos para São Paulo, eu pelo menos não conseguiria quebrar uma janela daquela, e olha que eu sou forte pra caralho.
Enfim, o barraco tava armado, todos gritando, vidro pra todo lado, e o cara simplesmente saiu correndo e desapareceu. E não há nada que justifique o ato de vandalismo, uma vez que estavamos quase chegando no ponto de onibus, e nos busos daqui tem uma cordinha de emergencia, que voce puxa se precisar descer antes de chegar no ponto, e ele não tentou sair de nenhuma forma, simplesmente achou prativo quebrar a janela e pular.
Eu, que já estava perto de casa, fui andando e me recuperando do susto.
O final de semana foi bombombommm e creio que isso justifique minha atual situação, no patio da escola, esperando o break pra entrar na aula. Acontece.
Beijocas, e como eu, não desistam do blog, prometo tentar me organizar melhor essa semana.
TA FODA. Cansei de brincar de gente grande. Quero minha mãe, quero comida pronta no almoco e no jantar, quero minha roupa lavada e passada no armario, quero papel higienico, sabao em pó, surgindo sem que eu precisa comprar. Veja bem, é muito dificil entrar num supermercado e ter que comprar sabão em pó, amaciante, papel higienico. Não sei se estou me fazendo entender, ou se isso soa muito ridiculo, mas é sério, fazer compras é muito dificil, eu não entendo porra nenhuma de quantidades, marcas, valores, ainda mais em libras, e é uma realidade triste reconhecer que o tempo antes dedicado a escrever, agora é dedicado a comprar papel higiênico e sabão em pó.
Ontem presenciei uma das cenas mais cinematográficas da minha vida. Fui até Camden Town na hora do almoço pois eu estava com um desejo alucinado de comer o yakisoba de 3 libras de lá, e também precisava arrumar o meu celular que tava bixado. Quando fui voltar pra casa a estação de metrô estava fechada, então fui para o ponto de ônibus pegar o bom e velho 29.
Estava eu bonitinha sentada dentro do ônibus, o ônibus parado no semáforo quando de repente ouve-se um estilhaço muito alto. Quase um barulho de tiro dentro do onibus, tipo uma pancada e barulho de vidro quebrando. Virei pra trás pra ver o que era e um cara tinha simplesmente quebrado a janela do busão e pulado pra fora. Não tive tempo de ver como, se foi com o cotovelo ou com um guarda chuva, sei lá, não entendo como na verdade porque são aquelas janelas super firmes que não abrem, tipo a janela do ônibus que vai de Santos para São Paulo, eu pelo menos não conseguiria quebrar uma janela daquela, e olha que eu sou forte pra caralho.
Enfim, o barraco tava armado, todos gritando, vidro pra todo lado, e o cara simplesmente saiu correndo e desapareceu. E não há nada que justifique o ato de vandalismo, uma vez que estavamos quase chegando no ponto de onibus, e nos busos daqui tem uma cordinha de emergencia, que voce puxa se precisar descer antes de chegar no ponto, e ele não tentou sair de nenhuma forma, simplesmente achou prativo quebrar a janela e pular.
Eu, que já estava perto de casa, fui andando e me recuperando do susto.
O final de semana foi bombombommm e creio que isso justifique minha atual situação, no patio da escola, esperando o break pra entrar na aula. Acontece.
Beijocas, e como eu, não desistam do blog, prometo tentar me organizar melhor essa semana.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
retomando de onde tinhamos parado..
Perdão pelo ataque de rebeldia do último post, minhas crias.
Todos tem direito de vomitar a raiva, mas vocês não merecem essa sujeira verbal por aqui, não mais.
Pois bem, MUDEI DE CASA, MUDEI DE VIDA.
Antes de ontem terminei de arrumar as coisas e saí da toquinha da Debbie (sem apertos no coração) por volta das 15h. Levei todas as minhas coisas a pé lá de casa até o metrô, me fodendo a cada meio fio, mas eu estava feliz. A felicidade realmente é um estado de espírito, poque meu fisico pedia arrego mas eu nem ligava, eu estava me libertando do universo das satisfações e horários, indo de encontro à autonomia, não importa com quantas malas, mochilas e sacolas.
Chegando aqui na republica deixei minhas malas e fui fazer outras mudanças do dia com a Lela. Porque domingo é dia de mudança por aqui UHAU depois fomos tomar uma cerveja na casa da Mari e eu me apaixonando a cada esquina de Finsbury, é outra realidade, tenho tudo perto de casa, incusive a estação de metrô e o Finsbury Park em frente, é uma delicia.
Quando voltei pra casa conheci o povo daqui, todos muito legais, uma galera supimpa. Divido quarto com uma brasileira, uma francesa e uma italiana, e ainda tem tres brasileiros e um italiano na casa.
Muita zona (no sentido saudável da palavra) eu definitivamente nao tenho do que reclamar. Hoje é meu segundo dia aqui e meu segundo dia de atraso na escola. Esqueci minha responsabilidade na casa da Debbie, amanhã se der tempo vou buscar porque ela já tem demais.
Agora quando eu entro na escola atrasada o Emerson, vulgo moço da cantina grita 'AEE CHAVERINHO, NÃO É SÓ DEUS QUE MATA NÃO, CACHAÇA TAMBEM MATA', não sei porque ele nunca imagina uma possibilidade de atraso inocente. E a propósito, Chaveirinho soy yo.
Agora vou estudar, JURO.
Evoé
Todos tem direito de vomitar a raiva, mas vocês não merecem essa sujeira verbal por aqui, não mais.
Pois bem, MUDEI DE CASA, MUDEI DE VIDA.
Antes de ontem terminei de arrumar as coisas e saí da toquinha da Debbie (sem apertos no coração) por volta das 15h. Levei todas as minhas coisas a pé lá de casa até o metrô, me fodendo a cada meio fio, mas eu estava feliz. A felicidade realmente é um estado de espírito, poque meu fisico pedia arrego mas eu nem ligava, eu estava me libertando do universo das satisfações e horários, indo de encontro à autonomia, não importa com quantas malas, mochilas e sacolas.
Chegando aqui na republica deixei minhas malas e fui fazer outras mudanças do dia com a Lela. Porque domingo é dia de mudança por aqui UHAU depois fomos tomar uma cerveja na casa da Mari e eu me apaixonando a cada esquina de Finsbury, é outra realidade, tenho tudo perto de casa, incusive a estação de metrô e o Finsbury Park em frente, é uma delicia.
Quando voltei pra casa conheci o povo daqui, todos muito legais, uma galera supimpa. Divido quarto com uma brasileira, uma francesa e uma italiana, e ainda tem tres brasileiros e um italiano na casa.
Muita zona (no sentido saudável da palavra) eu definitivamente nao tenho do que reclamar. Hoje é meu segundo dia aqui e meu segundo dia de atraso na escola. Esqueci minha responsabilidade na casa da Debbie, amanhã se der tempo vou buscar porque ela já tem demais.
Agora quando eu entro na escola atrasada o Emerson, vulgo moço da cantina grita 'AEE CHAVERINHO, NÃO É SÓ DEUS QUE MATA NÃO, CACHAÇA TAMBEM MATA', não sei porque ele nunca imagina uma possibilidade de atraso inocente. E a propósito, Chaveirinho soy yo.
Agora vou estudar, JURO.
Evoé
sábado, 8 de janeiro de 2011
Acordaram os fantasmas adormecidos, e de repente me vi dançando em cima do que sobrou.
Cortei meu pé num caco, e só quando vi sangrar lembrei do que sou feita, e então percebi a ausência de música para a dança.
E a ausência de percepção do óbvio.
E a ausência do óbvio na cegueira.
Jogaram lama no meu jardim favorito
Rasgaram meu melhor álbum de fotos
Pixaram meu muro colorido e eu não tenho a quem reclamar.
Tenho nojo de cada verbo proferido (mesmo que em um passado distante mas nunca esquecido), e se um dia eu te dei o mundo de olhos fechados, hoje eu cuspiria na sua cara antes de dizer que eu preferia morrer dez vidas do que te encontrar denovo.
Quando despertei você já não me habitava há tempos, o que me poupou do trabalho de expulsa-lo, ou me mutilar se necessário fosse. A revolta me atiça, mas a indiferença me cala. A queima de arquivo fez de mim uma pessoa engasgada, porém liberta de toda sua sujeira.
Agora não importa mais, e se a minha história mais bonita foi desmentida, estar aqui é um dever de escrever outra melhor.
E ainda que tudo seja mentira, nada nesse mundo, nem mesmo você e minha torre desmoronada, me farão deixar de acreditar na colheita das sementes que planto.
Jamais.
Cortei meu pé num caco, e só quando vi sangrar lembrei do que sou feita, e então percebi a ausência de música para a dança.
E a ausência de percepção do óbvio.
E a ausência do óbvio na cegueira.
Jogaram lama no meu jardim favorito
Rasgaram meu melhor álbum de fotos
Pixaram meu muro colorido e eu não tenho a quem reclamar.
Tenho nojo de cada verbo proferido (mesmo que em um passado distante mas nunca esquecido), e se um dia eu te dei o mundo de olhos fechados, hoje eu cuspiria na sua cara antes de dizer que eu preferia morrer dez vidas do que te encontrar denovo.
Quando despertei você já não me habitava há tempos, o que me poupou do trabalho de expulsa-lo, ou me mutilar se necessário fosse. A revolta me atiça, mas a indiferença me cala. A queima de arquivo fez de mim uma pessoa engasgada, porém liberta de toda sua sujeira.
Agora não importa mais, e se a minha história mais bonita foi desmentida, estar aqui é um dever de escrever outra melhor.
E ainda que tudo seja mentira, nada nesse mundo, nem mesmo você e minha torre desmoronada, me farão deixar de acreditar na colheita das sementes que planto.
Jamais.
PRIMEIRÃO
5, 4, 3, 2, 1...
Pelo youtube você até segura, mas ao vivo, confesso que não me contive e chorei que nem uma retardada nessa virada. Fim de ano é uma bosta. Faz qualquer Mike Tison virar florzinha (não que este seja o meu caso), mas enfim, lá vamos nós as ultimas novidades, aproveitando para me desculpar pela ausência nos últimos dias, caros leitores, tive dias corridos.
Depois desse espetáculo marromeno da london eye, fomos para uma festa. A festa. O lugar era meio underground, era um túnel, tipo túnel mesmo, os da serra do mar, que você entrava e tinham várias passagens para outros túneis que davam em outras pistas, to total, umas 8 ou 9 - Pista silenciosa, onde você chegava e tava mó silêncio e todo mundo dançando loucamente de fones de ouvido, (obvio que a primeira coisa que fiz foi ir atrás de um fone de ouvido pelo simples prazer de me unir à tribo que dança no silêncio haha). Tinha a pista neon, onde a galera tava se pintando com aquelas tintas que brilham, ao bom e velho estilo 'i gotta feeling' de ser, e as outras pistas que tocavam cada uma seu tipo de música, e onde ia cada tribo com suas particularidades - gente arrumada, gente fantasiada, gente semi-nua, gente, gente, GENTE.
Sai da festa as 7 da manhã, cheguei em casa as 8 da manhã, entrei em casa as 9 da manhã. É, porque é claro que a Dona Debbie não faria a gentileza de me deixar entrar em casa em um dia como o ano novo.
Veja bem, aqui em casa existem 2 portas - da rua para o hall, e do hall para casa. Assim que eu cheguei ela me deu a chave da primeira porta e disse que a segunda ela nunca trancava, e realmente nunca havia trancado mesmo, até O momento.
E eu, como boa "filha" que sou, ainda avisei que voltaria tarde\cedo, anyway, de manhã. Ou seja, ela mais uma vez provou sua falta de sentimentos nobres como compaixão, me deixando uma hora no frio. Liguei umas 30 vezes aqui pra casa do meu celular até acorda-la e conseguir entrar em casa. Claro que entre uma ligação e outra eu entrei no facebook pelo celular e anunciei para o mundo os maus tratos da minha host, minha situação pra fora de casa, etc. Quando o celular me cansou, peguei a câmera...
A convivência está insustentável. Outro dia eu estava conversando com a minha mãe de verdade, linda, maravilhosa, brasileira, que não me tranca pra fora, e a Debbie me ouviu falando portugues em frente ao computador com certeza (porque essa casa não é gigante e só estavamos eu e ela), e desligou o wireless e escondeu o controle. FOFA. A sorte dela é que eu tenho duas coisas: um celular com skype, e um bom coração. Liguei para minha mãe por outro meio, porque caso contrário ela estaria bonitinha no quarto dormindo com seu controle e eu mais bonitinha ainda na sala ligando pra o brasil do telefone daqui.
Foram essas e outras que esclareceram para mim (e para todos os leitores do blog) que apesar de eu ser uma criatura adorável, existe um lugar onde não sou bem-vinda: AQUI.
Mas vou para de choramingar porque, senhoras e senhores, é com grande comoção (e prazer) que anuncio AS MINHAS ÚLTIMAS 24 HORAS EM 13, BULLER ROAD.
Sim, porque graças ao meu bom pai do céu que me iluminou, eu fechei somente quatro semanas aqui quando comprei o intercâmbio no Brasil, agora eu teria que começar a pagar, e pra pagar pra ficar aqui ou paar pra ir pra outro lugar...hmmmm, deixe-me ver...acho que....hmmm UAHAUHAUHA
Ontem fechei contrato com uma república de estudantes que fica em Finsbury Park. É o paraíso. A casa fica a 2 minutos a pé da estação de metrô, e fica a mil estações de metrô a menos da minha escola do que aqui, além de ficar ao lado de um parque que agora está branco, e no verão fica verde. Lindo, lindo, lindo.
Ainda não conheci a galera, mas ontem quando fui fechar contrato vi o quarto, vou dividir com uma brasileira, uma francesa e uma italiana. São 2 beliches. Não preciso adendar minha tamanha ansiedade para a despedida da Debbie's house né?
Esses dias passei indo à escola de manhã, procurando casas à tarde, e indo à pubs de noite (como não). Música boa e bebida em suas incríveis características gratuitas.
Por hora, as novidades publicáveis são essas. Tentei fazer um post ilustradinho porque recebi pedidos, tem gente que lê meu blog e não tem meu orkut, facebook, e as histórias ficam mais legais quando são ilustradas.
Alias, queria agradecer o comentário anônimo no último post, de todo o meu coração são gestos como esse que me fazem ter vontade de nunca parar de escrever. Obrigada, obrigada e obrigada. Se quiser me dizer quem você é, me passar seu contato, seu blog, não sei, eu adoraria te conhecer.
AGORA VOU FAZER AS MALAS, IUPI
BEIJOS, E FELIZ 2011
Pelo youtube você até segura, mas ao vivo, confesso que não me contive e chorei que nem uma retardada nessa virada. Fim de ano é uma bosta. Faz qualquer Mike Tison virar florzinha (não que este seja o meu caso), mas enfim, lá vamos nós as ultimas novidades, aproveitando para me desculpar pela ausência nos últimos dias, caros leitores, tive dias corridos.
Depois desse espetáculo marromeno da london eye, fomos para uma festa. A festa. O lugar era meio underground, era um túnel, tipo túnel mesmo, os da serra do mar, que você entrava e tinham várias passagens para outros túneis que davam em outras pistas, to total, umas 8 ou 9 - Pista silenciosa, onde você chegava e tava mó silêncio e todo mundo dançando loucamente de fones de ouvido, (obvio que a primeira coisa que fiz foi ir atrás de um fone de ouvido pelo simples prazer de me unir à tribo que dança no silêncio haha). Tinha a pista neon, onde a galera tava se pintando com aquelas tintas que brilham, ao bom e velho estilo 'i gotta feeling' de ser, e as outras pistas que tocavam cada uma seu tipo de música, e onde ia cada tribo com suas particularidades - gente arrumada, gente fantasiada, gente semi-nua, gente, gente, GENTE.
Sai da festa as 7 da manhã, cheguei em casa as 8 da manhã, entrei em casa as 9 da manhã. É, porque é claro que a Dona Debbie não faria a gentileza de me deixar entrar em casa em um dia como o ano novo.
Veja bem, aqui em casa existem 2 portas - da rua para o hall, e do hall para casa. Assim que eu cheguei ela me deu a chave da primeira porta e disse que a segunda ela nunca trancava, e realmente nunca havia trancado mesmo, até O momento.
E eu, como boa "filha" que sou, ainda avisei que voltaria tarde\cedo, anyway, de manhã. Ou seja, ela mais uma vez provou sua falta de sentimentos nobres como compaixão, me deixando uma hora no frio. Liguei umas 30 vezes aqui pra casa do meu celular até acorda-la e conseguir entrar em casa. Claro que entre uma ligação e outra eu entrei no facebook pelo celular e anunciei para o mundo os maus tratos da minha host, minha situação pra fora de casa, etc. Quando o celular me cansou, peguei a câmera...
9AM - eu no hall
A convivência está insustentável. Outro dia eu estava conversando com a minha mãe de verdade, linda, maravilhosa, brasileira, que não me tranca pra fora, e a Debbie me ouviu falando portugues em frente ao computador com certeza (porque essa casa não é gigante e só estavamos eu e ela), e desligou o wireless e escondeu o controle. FOFA. A sorte dela é que eu tenho duas coisas: um celular com skype, e um bom coração. Liguei para minha mãe por outro meio, porque caso contrário ela estaria bonitinha no quarto dormindo com seu controle e eu mais bonitinha ainda na sala ligando pra o brasil do telefone daqui.
Foram essas e outras que esclareceram para mim (e para todos os leitores do blog) que apesar de eu ser uma criatura adorável, existe um lugar onde não sou bem-vinda: AQUI.
Mas vou para de choramingar porque, senhoras e senhores, é com grande comoção (e prazer) que anuncio AS MINHAS ÚLTIMAS 24 HORAS EM 13, BULLER ROAD.
Sim, porque graças ao meu bom pai do céu que me iluminou, eu fechei somente quatro semanas aqui quando comprei o intercâmbio no Brasil, agora eu teria que começar a pagar, e pra pagar pra ficar aqui ou paar pra ir pra outro lugar...hmmmm, deixe-me ver...acho que....hmmm UAHAUHAUHA
Ontem fechei contrato com uma república de estudantes que fica em Finsbury Park. É o paraíso. A casa fica a 2 minutos a pé da estação de metrô, e fica a mil estações de metrô a menos da minha escola do que aqui, além de ficar ao lado de um parque que agora está branco, e no verão fica verde. Lindo, lindo, lindo.
Ainda não conheci a galera, mas ontem quando fui fechar contrato vi o quarto, vou dividir com uma brasileira, uma francesa e uma italiana. São 2 beliches. Não preciso adendar minha tamanha ansiedade para a despedida da Debbie's house né?
Esses dias passei indo à escola de manhã, procurando casas à tarde, e indo à pubs de noite (como não). Música boa e bebida em suas incríveis características gratuitas.
Por hora, as novidades publicáveis são essas. Tentei fazer um post ilustradinho porque recebi pedidos, tem gente que lê meu blog e não tem meu orkut, facebook, e as histórias ficam mais legais quando são ilustradas.
Alias, queria agradecer o comentário anônimo no último post, de todo o meu coração são gestos como esse que me fazem ter vontade de nunca parar de escrever. Obrigada, obrigada e obrigada. Se quiser me dizer quem você é, me passar seu contato, seu blog, não sei, eu adoraria te conhecer.
AGORA VOU FAZER AS MALAS, IUPI
BEIJOS, E FELIZ 2011
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