segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Num domingo de chuva o edredon cobria-a quase inteira. Respiravam apenas os olhos, e as idéias.

O coraçao dilatado dormia, e todas as necessidades eram supridas pelo que de novo ali habitava.
Não precisou levantar, tampouco precisou abrir a janela pois hoje o céu se encontrava do lado de dentro - e fazia sol.
Celebrava com toda força, embora em silêncio, o seu novo morador (a quem não apenas habitava, mas a quem também foi cabido o ofício de construir a casa).
Profetizei nas paredes recém-pintadas os versos ''Reféns de nós mesmos, vamos dançar na chuva, fugir de trovões, dormir, acordar, esquecer do tempo. E ninguém vai nos dizer do que poderia ter sido e não foi.'' - Eles brilham no escuro. E no claro também.

(é caro blog, esqueça os episódios da comédia da vida privada, pois por hora só me convém escrever sobre o amor. e vive-lo.)

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