sábado, 6 de novembro de 2010

Amanheceu e outra vez chovem oceanos, mas eu não me deixo abalar.
Prendo meus cabelos e começo, pois chuva me da vontade de escrever - um café, um cigarro e um óculos completariam meu cenário e me trariam inspiração, mas vou me virar com o que tenho (até porque não uso óculos, tampouco gosto de café e cigarros ocupariam minhas mãos).

Ontem tive uma conversa franca pela metade, pois algumas coisas que eu gostaria de colocar ficaram para depois, não tivemos muito tempo. Não sei se isso é ruim, se quer sei se terei uma segunda oportunidade para dizer. O fato é que é surreal a facilidade com que as pessoas conseguem me despir de todo orgulho e fazer com o que eu teça o boletim completo da minha meteorologia interna. Não chamo de ingenuidade pois o faço sabendo que estou fazendo e não tenho tempo para arrpendimentos. As pessoas gostam de jogar mas eu não, até porque se este fosse visto como um jogo eu estaria em total desvantagem sempre, pois inventei a regra infeliz de entregar todas as minhas pedras ao adversário. Pois bem, não existem adversários, existem cúmplices. E entre cúmplices, não há perdas e ganhos desiguais.


No convívio diário com tantos miolos de vento, é incrível a descoberta de uma cabeça rica. " Às vezes começa-se à brincar de pensar, e eis que inesperadamente o brinquedo é que começa a brincar conosco" (CL). Foi isso. E é essa descoberta que tem roubado toda minha atenção, não deixando se quer um resto grudado na panela para raspar com a colher.
Todos os meus minutos dedicados à você.
E a chuva. E aos meus cabelos presos.

Incrível.

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