segunda-feira, 19 de julho de 2010

Passa da primeira meia hora de segunda feira e cá estou eu, jogada no sofá da casa do meu pai, de pés aquecidos e nariz gelado. São Paulo é mais frio que Santos (apesar da minha vó, hoje pela manhã ao tomar café tremendo, tenha tentado me convencer do contrário).
Passei la dominguera aqui para "comemorar" (com aspas) os 46 anos do meu pai, e comemorar (sem aspas) os 15 anos da minha irmã do meio. A mais nova agora sabe dar beijo, e creio que tenha sido com a do meio que ela aprendeu, considerando que eu ando meio sem prática do esporte.
Essa hora todos já capotaram, hoje é domingo (pede cachimbo, cachimbo...) e amanhã começa tudo outra vez. Menos a Sofia é claro, que amanhã o que começa outra vez são os filmes (se continuar esse tempo pinto) ou a praia (se o sol sair). Ela me da saudades do meu passado proximo de vida escolar.
Comecei o post dizendo que já passa da meia hora de segunda, e supracitei que hoje é domingo mas creio que não há necessidade de me explicar considerando que meus leitores (minha mãe e ela mesma) são intelectuais o suficiente para acompanhar meu jeito nao-linear, atemporal e desorganizado de expressão. Subentende-se que hoje é segunda porque já passa da meia noite, e domingo porque eu ainda não dormi (sim, se eu não dormir nunca mais, será domingo para sempre). Pronto, me expliquei mãe.

É necessário mudar de assunto com violência porque além da conversa até agora estar um lixo, estou lendo Caio Fernando Abreu, e ele escreve melhor que eu (rimooouu).
"Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar será feliz para sempre." - será, será sim, será definitivamente. Sem falsa modéstia, eu sou uma pessoa incrível e tenho repetido isso várias vezes ao dia, e mesmo assim as vezes me esqueço. Por uma carência infantil, ou um amor correspondido pela metade, correspondido de duas em duas semanas sem garantia de um próximo encontro, contando apenas com o acaso. Mesmo não acreditando no acaso. Ora, quem acredita em Deus não acredita em sorte, em acaso, em destino. Mas 'contar com Deus' para algo tão egoísta me da um aspecto cretino. E não gosto disso. Então, conto com o acaso. Ou com eject da minha memória. Ou com a exaustão do meu cardíaco. É, contar com mais de uma possibilidade é mais seguro. Maiores chances de sobrevivência.

Agora já são quase duas da manhã e estou com dó de quem leu até aqui, reconhecendo minha superação do ridículo nesse post lixo, narrando curvas do meu coração cansado, dizendo que dia é hoje e que horas são o tempo todo, cheio de parênteses e pontos desnecessários. Mas foda-se, no que eu precisava o blog me ajudou: estou com sono. Posso dormir agora. Poderia também dar de presente à vocês um Alt F4 jogando o lixo no lixo, mas não vou. Leiam, e sofram, porque também estou sofrendo e preciso sentir que alguém compartilha disso comigo.

Pra dizer que de nada se aproveitou, mais um:
"eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim"

Boa noite, e perdão pelo post-vômito.

3 comentários:

  1. Eu tb sou leitora! :) By Carol.

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  2. Vc é REALMENTE INCRIVEL e além de sua leitora,sou INCONDICIONALMENTE sua fã!!!!!

    e nunca mais peça desculpas por nenhuma palavra escrita pelas suas mãos...elas sempre serão muito mais deliciosas que qualquer sorvete de qualquer cor ou de qualquer sabor!!!
    Vc é uma delicia!!!!!!!!

    Amanhã eu volto aqui para reler tudinho e babar,babar e babar!!!!

    te amo.

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  3. po legal,,,, num se critica não....
    se expressar faz bem... continue...

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