Passo dias espremendo idéias para ver se consigo exteriorizar de alguma forma o que sinto. E nada sai. Por vezes a paixão me cala, e sou obrigada a aceitar minha condição de sonhadora diletante por pura vaidade.
Finjo confiar no acaso enquanto tramo rolês prováveis de te encontrar, sinto vontade de dar o mundo pra você que mal conheço. Dou risada pelo nível de absurdo, mas admiro meus excessos sentimentais. As pessoas deveriam ter coragem de provar destes excessos e até substituílos pelos excessos imorais (que são louvados pelas almas de ar) porque é, é preciso coragem para se colocar a beira do nada e viver para a redenção.
Brisei nessa idéia semana passada enquanto fazia minha tatuagem. Doía horrores, mas eu mentalizava o resultado e aguentava firme. Ok, eu estava indo muito bem até agora que resolvi fazer essa comparação cretina, mas se permitir sentir é isso camarada, você se doa e é julgado como masoquista, porém as surpresas no resultado são incríveis. Vale toda minha dor e todas as dores do mundo. Pois é preciso se sujeitar à ela para correr na loteria do coração, e eu aposto todas as minhas fichas - porque é muito mais bonito viver depois que você chegou, e por mais que os astros, a meteorologia, os búzios e o tarô insistam em me mostrar que essa história não tem pé, cabeça nem futuro, o presente está maravilhoso para que eu consiga abrir mão.
Eu adoro estar com você.
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